Projeto fundado em Londrina 2001, Mas foi em Niterói a partir de 2005 e 2009 que a Coyote Valvulado consegue gravar o primeiro disco pelo Selo Astronauta e
Tratore.
O segundo veio em 2014, gravado no estúdio do Centro de Referência da musica Carioca, mixado por Bruno e Oswaldo Coyote, distribuído pela Tratore e masterizado em Londrina por Julio Anizelli. O terceiro disco, Só o Sol Te Ama, está em fase de composição, sendo que a musica Pássaro Louco já foi gravada no Dicastro Studio. Com 10 músicas, o disco traz blues e rock, mas algumas canções fogem do padrão, o que não é novidade em nosso trabalho. Coyote Valvulado III em breve nas lojas! (Facebook).
Thomas Dreher: Violão (faixas 5, 6), Violão "viajero" (faixa 11)
William Dalton: Backing (faixa 13), Assovio (faixa 13)
Disco: O Homem que Amava as Mulheres
Ano: 2018
Faixas:
1. Yasmin (Julio Reny) 5:47
2. Anita (Julio Reny) 4:30
3. Catherine de Mompracem (Julio Reny) 4:24
4. Não Chores Lola (Julio Reny) 4:38
5. Rochele (Julio Reny) 4:23
6. Vanessa (Julio Reny) 3:46
7. Ivone (Julio Reny, Paulo Diehl) 3:54
8. Alice no País da Ternura (Julio Reny) 3:24
9. Let's Stay Together (Al Green; versão: Julio Reny) 2:30
10. A Princesa, a Lady e o Anjo (Julio Reny, Oly Jr.) 3:56
Créditos (Julio Reny e os Irish Boys) (faixas 3, 6, 8, 9, 10):
Julio Reny: Voz, Violão
Oly Jr.: Guitarra, Viola, Violão de 12 cordas, Vocais
Guilherme Würth: Baixo, Teclado
Márcio Camboim: Bateria
Biografia:
A biografia do músico pode ser encontrada na Wikipedia, e no livro "Julio Reny: Histórias de Amor e Morte", escrito por Cristiano Bastos e lançado em 2015 pela editora Artes e Ofícios.
A banda se apresenta assim, na sua página do Facebook: banda fundada em 1994 por César Fraga, Tonho Inda, Hélio Fagundes e Cristiano Forte, teve várias formações até 1998.
De lá para cá se mantém com os mesmos integrantes. Lançou o primeiro álbum em 1996 e o segundo, em 2002, chamado "A revolta dos homens-sanduíche contra o império do fast-food", pelo qual recebeu premiação especial do júri do Prêmio Açorianos de Música.
O texto a seguir, assinado por Alisson Avila, foi extraído do encarte do CD.
A música tem dessas coisas. Em Porto Alegre, por exemplo, há muitos músicos e bandas que expandem e oxigenam o som para várias direções. E ao lado disso, também existem tantos sujeitos que simplesmente já sabem o que querem, sem detrimento aos demais... E estes últimos, os que já sabem o que querem de antemão, não ficam angustiados ao depararem-se com o fato de que sua busca, entre tantas outras possibilidades, é apenas e tão somente de rock. Pensei nisso porque o disco de estreia dos Gramophones, embora múltiplo em ritmos e texturas, aponta na sua essência a uma única direção: o rock standard, aquele mesmo, que eternamente vai satisfazer os entusiastas. "Melodias Classudas", cujas canções já tocavam nas rádios antes mesmo de você ter esse disco nas mãos, tem o mérito de correr por fora do hype porto-alegrense – o que é ótimo.
A gravadora está estreando suas investidas roqueiras; os estúdios utilizados na gravação são apenas estúdios, ao alcance de qualquer um; a produção de Luciano Albo, ex-Cascavelletes, faz emergir um novo nome pra quem gosta de novos nomes... O que eu quero dizer é que esta posição fora do circuito "Como Ser Legal" aumenta as possibilidades para todo mundo na cidade, musicalmente falando. Flavio Richter, Ricardo Ourique, Rock Rocha e Juliano Animal são os quatro rapazes de Porto Alegre que não tiveram pudor algum em expor e misturar suas referências roqueiras de forma orgânica. "Melodias..." é um álbum variado em seus climas, mas que apesar disso (o que é mais um ponto a seu favor), não tornou-se vítima dos vírus do disco de estreia: aquela cara de "eclético, cosmopolita, avant-garde" chata, de quem quer abraçar tudo e, ao fim, não toca em nada. As influências das "Melodias Classudas" somam o rhythm and blues das old schools britânica e norte-americana, o hard rock, o mod, a jovem guarda brasileira e o pop sessentista, de modo geral. E trazem consigo uma coisa rara de ser vista hoje em dia: harmonias vocais. O resultado começa pelos rocks escancarados das duas primeiras faixas, Canção Para Você e Não Entendem Nada. Ambas vêm antes de Naquele Elevador – com arranjo distinto do conhecido nas rádios e emendada a Meio da Noite, uma das melhores do disco. Dia de Papo pro Ar, com solo de harmônica e tudo, conta com a grande presença de Rafael Malenotti, dos Acústicos e Valvulados.
A sexta faixa é uma bela balada sixtie, Pedaço de Você, seguida da levada bluesy elétrica de Suzana. O clima das letras, diretamente voltado ao universo feminino, só vai reiterando-se no decorrer das canções. A Preferida reúne aos teclados de Yanto Laitano um amplo sentimento de ser feliz, assim como em Podia Ser Pior, com o Ricardo cantando, e na positiva Tudo Vai Melhorar, conduzida por uma bela harmonia. Neste troca-troca de rocks explícitos e bucolismo 60's, surge a Irmã do Meu Melhor Amigo, versão do ídolo jovem-guardista Leno com a justíssima participação vocal de Frank Jorge. A divertida Garota Batavo, a gonzo-conhecida Hunter Thompson e a derradeira Método Braille – um rock direto, que nega os tradicionais finais de disco calminhos – fecham a parada. E quando aperto o play para ouvir o disco de novo, os sons me ajudam a concluir o que eu estava pensando uns quarenta e poucos minutos atrás: os caras são jovens, gostam de rock, estão cheios de boas intenções e não enchem o saco. Quer melhor para um disco de estreia?.